Being worthless
Now I can confess
That this existence has no meaning
And I only have the feeling
Of emptiness
That nothing in the world can fill
I am in the sadness hill
Waiting for some mercy
- C.A.
Tão banal
Sem particularidades relevantes
Só, às vezes, por instantes
Penso encontrar em mim qualidade que valha a pena
Que me torne especial
-
Na realidade, sou igual
A cada pessoa, a todo mundo…
Nem por um segundo
Poderei de fato ser diferente
Disso agora estou ciente
-
Espero poder aguentar
Continuar pelo ar
Que me dá vida e me consome
Nessa contradição que é existir
- C.A.
A esquisitice imanente a meu ser
Estranha sou
Não meramente adjetivo, está na substância
Não apenas qualidade (não boa, aliás), é algo intrínseco
É inseparável de mim, pois constitui o eu
E isso que afugenta as pessoas
- C.A.
Apesar de tudo ainda posso sentir o som daqueles sentimentos ecoarem inúmeras vezes dentro do vazio que restou. De alguma forma as palavras ainda estão cheias de significados.
- J.Y.
Tento desabafar
Mas eles me fazem desabar
Porque não há empatia
E só me resta a apatia
De quem não é compreendido
E de quem, na verdade, só precisa de um amigo
Lágrimas que fluem ininterruptas
Correnteza que parece infinita
Há horas, dias, meses que não cessam
Porque é difícil aceitar
A inutilidade inerente a este ser
É desperdício de matéria este ser
A incompetência deste ser…
E nada se pode fazer
Uma certeza: só após o último sopro de vida se conseguiria o fim de tudo isso.
Em mim existe esse “eu” opressor
Que se impõe, e que me faz
Falar aqui jaz
Uma triste alma que quis crer
Em um “você” tantas vezes repetido
Na verdade só quis um abrigo
Sem sorrisos, prossigo
Até parece que não ligo
Juro que um dia consigo

